Cinco dicas de como ser uma parisiense

Olá pessoal, na semana passada fiz um post sobre o livros que li até o momento e sobre a minha meta de leitura para esse ano. Um dos livros que li em janeiro foi "Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo" de Anne Berest, Audrey Diwan, Caroline de Maigret e Sophie Mas. Sou apaixonada pela cultura francesa e Paris está no meu Top Five Cidades que quero con hecer. Adoro a forma com que as francesas se vestem e aquele ar meio blasé que elas desfilam pelas ruas, sem falar nos filmes. Justamente por isso fiquei curiosa só de ver a capa do livro e ao final da leitura achei bacana destacar cinco dicas de como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo.

#Dica 05
O QUE NÃO ENTRA NO ARMÁRIO DE UMA PARISIENSE
Salto baixo. Por que estar por baixo quando se quer estar por cima?
Logotipo. Você não é um outdoor.
Náilon Poliéster. Viscose. Vinil. Deixam sua pele suada, pegajosa e brilhante. Ou seja, você não só fica fedendo, como isso se vê de longe.
Moletom. Nenhum homem deve testemunhar você de moletom. Fora o seu personal trainer. E olhe lá.
Calça jeans muito espalhafatosas, com rasgos ou bordados. Essa é a roupa perfeita - para Bollywood.
Botas fofonas, estilo Ugg. Não rola.
Blusas que mostram o umbigo. Porque você não tem mais quinze anos.
Bolsa de marca falsificada. É que nem implante de silicone. Não é assim que se supera um complexo.

#Dica 04
SEGREDOS DOS CAMPOS
As parisienses nunca esquecem as suas origens e por isso lançam mão de conselhos de beleza, de culinária e de cuidados com o lar que são passados de geração à geração. Segredos que são murmurados ao pé do ouvido e são o legado da família. Destaquei os mais interessantes:
Não se joga o pó de café no lixo. E sim na pia. Ele limpa a gordura do encanamento e acaba com os maus cheiros. Essa dica já havia lido em algum lugar e venho praticando há algum tempo já.
Uma pedra-pomes no banho, para lixar os pés uma vez por semana, no mínimo. Eles ficarão sempre macios.
Uma vez por semana, escove os dentes com bicarbonato de sódio. Efeito clareador garantido.
Depois de todo banho, passe água fria nos seios.

#Dica 03
ESNOBISMOS PARISIENSES
Jamais deseje bon appétit aos seus convidados (da mesma forma que nunca se deve passar o sal de mão em mão)
Saia de uma festa no momento mais badalado (até das que você mesma organizou)
Combine preto com azul-marinho (e rosa com vermelho, como Yves Saint Laurent).
Quando conhecer alguém, não diga "prazer", mas "encantada" (nunca sabemos o que o futuro nos reserva).
Não abrevie as palavras nas suas mensagens e os emoticons devem ser reservados para os amigos mais próximos.
Recuse-se a estar na moda (já que é a moda que segue você)
Nunca perca o controle (mas tenha um passado negro)
Seja amiga de diferente gerações (mais novas, mais velhos, mas principalmente mais velhos).

#Dica 02
FILHOS: O QUE ELA NUNCA CONFESSA
Ela sempre usa doenças imaginárias dos filhos para escapar de jantares entediantes. Depois, sente-se culpada, com medo que algum Deus se vingue das suas mentiras fazendo seu bebê ficar doente.
Ela deixa os filhos dormirem na sua cama, de vez em quando, principalmente porque isso é proibido por todos os livros sobre criação de filhos e ela adora ser do contra.
Ela ganha tempo para terminar a conversa que está tendo ao telefone com a melhor amiga dando balas para os filhos.
Ela é capaz de passar horas inventando mundos imaginários com seus filhos, onde ela mesma adoraria morar para sempre, caso não tivesse que voltar às vezes a ser adulta e ganhar a vida.

#Dica 01 
MÃE IMPERFEITA
Seu filho não é um rei, e sim um satélite da sua vida. Ao mesmo tempo, ele é onipresente, pois o satélite vai aonde a mãe for e compartilha com ela todos os seus momentos preciosos. Ele pode acompanhá-la nos almoços, nas compras, ir parar em um show ou em um vernissage, cair no sono em um banquinho, sob o olhar meio carinhoso e meio culpado da mãe. Mas a criança também vai à escola, ao parque, faz aula de tênis, ginástica olímpica ou curso de inglês. Às vezes faz tudo isso. Esses momentos compartilhados, momentos de cumplicidade normalmente proibidos, tornam-se exceções regulares, deliciosas escapadas que bagunçarão um pouquinho a rotina da criança. Mas, verdade seja dita, no fundo isso não incomoda ninguém. No futuro, eles guardarão flashes de memória, pedaços de conversas, ouvidos de relance, vestígios do mundo adulto que puderam brevemente conhecer, moldando uma imagem alegre do que o futuro lhes reserva. Esse amor à vida é, para a parisiense, a melhor forma de fazer com que as crianças queiram tornar-se adultas. E a melhor maneira para as mães nunca lamentarem as coisas que teriam perdido enquanto cuidavam dos filhos.
"Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo" é um livro leve e divertido, com um toque de humor negro e sinceridade, é um ótimo livro para entreter. O mais interessante dessa leitura é imaginar as situações e personagens citados no livro, parece que fomos transportados para a atmosfera de uma vida parisiense.

“Perder duas horas por dia se arrumando enquanto você poderia estar lendo um livro é algo que não pega bem por aqui. Por isso, a mulher francesa nunca vai aparecer ultra maquiada e super arrumada, mesmo que ela não tenha lido livro algum nessas suas horas”

Ao final, as autoras dão dicas de filmes e lugares para conhecer em Paris. Há também algumas dicas de jogos e receitas clássicas da culinária francesa, inclusive a de um crepe francês que ainda quero testar. O livro pode ser uma boa ideia para presentear aquela amiga que assim como eu sonha em um dia ir à Paris.

 

Obrigada pela visita!

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