O primeiro ano de uma mãe e a real maternidade



A verdade é que quando um bebê completa um ano de vida, uma mãe também completa um ano de maternidade. A preparação começa lá na gravidez, mas a realidade é que não há curso, manual ou livros que nos preparem para o dia a dia da maternidade real. Aquela, com altos e baixos, com sorrisos e choros, com um bebê que dorme como um anjo quando não é para dormir e acorda a cada hora quando a gente tem que descansar.

É viver sem saber ao certo o que nos espera, não saber onde estamos pisando e se derreter com um sorriso e um olhar. Ser mãe é viver entre o céu e a terra e entender que não controlamos nada, principalmente os nossos bebês. É aceitar e respeitar que o nosso filho têm seu próprio tempo e sua personalidade. É estar disponível a todo momento para ajuda-lo a se desenvolver da melhor maneira possível. E muitas vezes, tudo que a gente poderá fazer é dar um abraço e um colo.

Ser mãe é nunca ter certeza de nada. Morder a língua várias vezes. Sentir culpa, espantar a culpa e se se sentir sozinha, especialmente naquelas madrugadas longas e solitárias, por mais que tenhamos um pai dedicado ao lado. É muitas vezes, duvidar de si mesmo, se estamos no caminho certo.

Na verdadeira maternidade, existem muito mais espinhos que rosas, mas as rosas que existem, são infinitamente mais belas e coloridas. E sabe de uma coisa? Essa é a melhor coisa do mundo. A maternidade e os filhos nos motivam a ser alguém melhor a cada dia, a fazer o melhor que podemos. Tudo para dar o melhor para um ser que nasceu da gente, mas que vai crescer para o mundo. E sobre as sombras da maternidade, ninguém nunca fala. Mas que bom, só assim descobrimos por conta própria as dores e as delícias de ser mãe.

Um dia tudo isso vai passar e o que sentiremos é saudades. Encontrei esse pensamento, não sei quem é o autor, mas isso resume muita coisa: "Daqui a 100 anos não importará o tipo de carro que dirigi, o tipo de casa em que morei, quanto tinha depositado no banco, nem as roupas que vesti. Mas o mundo poderá ser um lugar melhor por eu ter sido importante na vida de uma criança". 

E para encerrar, segue abaixo o comercial que a Pampers Japão fez para homenagear o primeiro ano de uma mãe. Confere só, é emocionante. Me identifiquei muito com a mãe que disse que quando seu filho completou um ano, ela se deu conta de que fazia um ano que não dormia direito.



E então mamães, como foi ou está sendo o primeiro ano de maternidade? Escrevam nos comentários. Até mais.


Milagre de carnaval: dormindo a noite inteira

O Ben pulando o carnaval. Literalmente.
Ele dormiu! Ele dormiu! Ele dormiu! eeeeeeee

Já faz alguns dias, ops noites, que espero por esse momento tão sonhado. Finalmente consegui dormir uma noite inteira, ou melhor duas!!!! Aaaah isso é tão bom, a vida fica tão colorida quando se dorme bem. Foram sete horas de sono sem interrupção, cheguei a acordar alguns minutos antes do baby para conferir se ele estava respirando hehehe. Não sei se foi cansaço acumulado, o Ben não estava dormindo direito ou se foi milagre de carnaval, afinal no domingo fomos atrás do trio elétrico do Bloco da Velha aqui em Caxias do Sul ou se de fato ele aprendeu a voltar a dormir sozinho. Ainda não quero criar muitas expectativas e esperar que a partir de então todas as noites serão iguais, mas fiquei muito, muito feliz e descansada. 

As últimas semanas foram beem difíceis. Estava nascendo mais um dentinho e era uma batalha coloca-lo para dormir, sem falar que ele acordava a cada uma ou duas horas, quando não menos. Eu já estava entregando a toalha, me transformando em uma mãe zumbi. A privação de sono estava levando a minha sanidade e a minha saúde. Por mais que eu tentasse manter o otimismo, como escrevi no post passado.

Na sexta dei uma surtada, não aguentava mais tanto cansaço e irritação. O auge foi no sábado quando sai de casa para fazer feira sem tomar café da manhã. O resultado disso foi que fiquei com tanta fome no almoço que quando finalmente comi alguma coisa passei muito mal. Fui pro plantão e estava com suspeita de gastrite. Graças a Deus ao que tudo indica foi um misto de cansaço, noites sem dormir, indisposição e estômago vazio, nada de mais. Agora estou bem e o episódio só serviu de alerta.

Acredito que para a maternidade ser uma experiência rica é fundamental vive-la de forma leve, espantar a culpa e aprender a olhar o mundo com os olhos de um bebê, além de muito dose de paciência e otimismo. Bom, agora o que me resta é esperar pelas próximas noites. Só espero não ter que contratar um trio elétrico e cantar marchinhas de carnaval para ter mais uma noite de sono! A-la-la-oh, ohhhhhh. Mas que calor oh oh oh oh oh oh...



Eu, o pessimismo e muitas noites sem dormir


Se têm uma coisa que desejo e quero muito na minha vida é leveza. Acredito que para sermos felizes é importante pegar leve e ser um pouco otimista. E confesso que essas duas coisinhas estavam fazendo falta no meu dia à dia. É que desde que o #Ben nasceu, (isso já faz um ano! ) não sei o que significa ter uma noite de sono sem interrupções.
Luxo, hoje pra mim é conseguir dormir por seis horas seguidas. Até pedi pro papai noel me dar de presente essa noite tão sonhada, mas sabe como é, marido precisa acordar cedo para pegar no batente, mães são programadas para despertar de noite (apesar de que, quem me acorda é o Joca) e bebê só quer dormir com a mãe (eles são bebês, mas não são bobos não). É por essas e outras que sempre desconfiei desse velhinho de barbas com cara de simpático, ele nunca atende a minha cartinha.
Voltando ao assunto, eu nunca imaginei que a privação de sono, aliado com a falta de tempo para qualquer coisa que não seja para o baby, fosse algo que mexesse tanto comigo e com meu (mal) humor #vidademãe. Esse, sem dúvida, tá sendo o maior desafio dessa tal #maternidade.A consequência disso eram olheiras, choro, raiva, impaciência, pessimismo e reclamações, muitas reclamações, interna e externamente.
Até que me dei conta de que isso estava me afetando tanto, de tal maneira que eu simplesmente não estava conseguindo curtir o meu filho, ser o tipo de mãe que quero ser e nem de agradecer a maravilha que é estar em casa cuidando dele. Eu estava focando tanto nessa coisa de não conseguir dormir que só via o lado ruim e negativo da maternidade. E focar em situações negativas, só gera mais do mesmo, não é mesmo? Agora que a sanidade voltou, devo desculpas as mães ou futuras mãe que conversaram comigo nesse meio tempo, acho que exagerei em reclamar tanto, ou em apenas falar da parte pesada do trabalho, perdón!
Incrível como uma mudança de atitude, de ponto de vista ou a consciência sobre determinada situação mudam tudo. Sinto que tirei um peso das minhas costas e me sinto uma pessoa mais leve. Faz uma semana que parei de pensar nas noites de sono interrompidas, parei de reclamar do cansaço ou de tentar encontrar uma técnica que faça o Ben dormir sozinho e a noite toda, em vez disso repito o mantra "auuuu é uma fase e vai passar, auuuu. Daqui a pouco ele vai ser grande e vai dormir, auuuuu. E quando for grande não vai mais querer o meu colo, auuuu. É uma fase, auuuu. Você vai sentir saudades e nem vai lembrar disso direito, auuuuu. Vai passar, auuuu". #éumafaseevaipassar
Só espero que passe rápido, hehehe brincadeirinha.