Benício, meu filho, nasceu

Como vocês devem ter percebido, já faz um tempo que não escrevo por aqui. Fim de dezembro fui para o Brasil passar as festas de final de ano. Foi bom rever os amigos e a família. Faltou tempo para matar a saudade de todos, mas foi essencial para recarregar as energias. Meu último post foi escrito em dezembro e na ocasião eu estava com 26 semanas de gestação. Estava tudo bem, tudo tranquilo, e eu curtindo a gravidez e a barriga que a cada dia aumentava.
De volta à Monterrey, um frio intenso nos esperava, temperaturas bem opostas ao que encontramos em Caxias do Sul. Chegamos em um domingo de noite. Na terça fomos contratar o pacote na maternidade para o nascimento do Benício. Com a lista do enxoval pronta, na quarta fizemos o nosso visto para os E.U.A, onde pretendíamos fazer algumas comprinhas. Nesse dia levantamos cedo, o termômetro marcava um grau, comecei a sentir dores nas costas, entrei em contato com a médica que pediu um exame de urina para a manhã seguinte, nessa altura eu estava com seis meses de gestação. Fim do dia, o Joaquim e e eu fomos comprar o berço e, mal sabia eu, que o Benício estava justamente esperando por isso. De noite as dores aumentaram, fui para o hospital e assim sem aviso prévio e na surpresa o nosso filho nasceu. É difícil encontrar uma palavra para expressar tudo o que aconteceu. Por isso preciso de duas: rapidez e loucura. Foi tudo muito rápido e louco. Quarenta e poucos dias depois ainda assimilo tudo o que aconteceu.


O Benício nasceu dia 09 de janeiro, às 3:51h da madruga de 27 semanas e meia, com 35cm e pesando 1,075kg, de parto normal. Incrivelmente pequeno e forte, nos ensinando mais do que se possa imaginar. Hoje ele está com 48 dias de vida, se estivesse na minha barriga estaria com quase 34 semanas. Cada dia mais grande, forte e fofo, eis a razão da minha vida nesse momento, da minha ausência por aqui e possivelmente dos próximos posts. Afinal, se ser mãe é ter o coração batendo fora do peito, eu digo que ser mãe de um prematuro é ter o coração batendo fora do peito enquanto se anda de montanha russa. Cada dia é uma vitória e um dia a menos de espera para enfim tê-lo em meu braços em casa. Apesar do susto - que foi grande - me sinto privilegiada por ve-lo se desenvolver aqui do lado de fora. É o milagre da vida diante dos meus olhos todos os dias. Em breve novos posts entre uma ordenha e outra. Sobre a ordenha, explicarei em outro post.


E a vontade de morder esse pezinho? Sou suspeita eu sei, mas ele é lindo, passou na fila de fofurice algumas vezes. Em breve vocês vão ver.

Obrigada pela visita!

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