La Catrina mexicana: origem e significado

La Catrina faz parte do folclore mexicano e é uma das maiores representações do Dia de los Muertos. Ela foi criada por artistas mexicanos como uma representação metafórica da alta classe social do México, que existia antes da Revolução Mexicana, lá por 1800 e pedrada. Posteriormente se converteu no símbolo oficial da morte, já que em todo o México se celebra o Dia de los Muertos em 01 e 02 de novembro.

Essa Catrina é minha. Que linda não?
A relação que os mexicanos tem com a morte e consequentemente com a Catrina me fascina. Essa relação se define por uma série de circunstâncias intimamente vinculadas com a história, cultura, tradição e os costumes de cada região do México. Considerada um hóspede imprescindível em ocasiões importantes, especialmente no Día de los Muertos, o mexicano tira sarro e joga com a morte com certa astúcia, mas com o devido respeito. De acordo com o folclore mexicano "La Catrina" pode se mostrar de muitas formas e leva muitos nomes: la calavera, la dama de velo, la huesuda, la sin dientes, la matadora, etc. Algumas vezes essa senhora se apresenta de forma alegre, com vestidos elaborados, doida para se divertir e seduzir os mortais. Noutras, a encontramos em "puro osso", pronta para nos levar dessa para melhor a qualquer momento, sem ao menos nos avisar.

Outra versão da Catrina emTlaquepaque - Guadalajara.

Segundo essa tradição, a morte e a memória dos mortos dá um sentido e uma identidade a cultura mexicana. Ou seja, La Catrina com sua personalidade travessa, espirituosa, simpática e sensual nos convida a viver plenamente cada momento e através das grandes e pequenas artes encontrar o sentido da vida. E o mais importante ensinamento sobre a dama da morte: a sua dupla identidade nos lembra que a vida é aqui, agora e eternamente.

Que tal conhecer os artistas mexicanos que deram forma à Catrina?

● Manuel Manilla
Foi um caricaturista, nascem em 1830 e conheceu a huesuda em 1890. É considerado o precursor de José Guadalupe Posada pelas suas caricaturas que incluem personagens esqueléticos.

 

José Guadalupe Posada
 Nasceu em Aguascalientes em 2 de fevereiro de 1852 e conhecei a La tia de las Muchachas em 20 de janeiro de 1913. Considerado por Diego Rivera como o protótipo do artista do povo e seu defensor mais valente. Famoso por seus desenhos e gravuras sobre a morte e apaixonado por fazer caricatura política. Posada desenvolveu novas técnicas de impressão, trabalhou e fundou alguns dos principais jornais mexicanos. Consolidou a festa de Día de los Muertos, por suas interpretações sobre a vida cotidiana e atitudes do mexicano por meio de calaveras - versos e rimas escritos sobre os mais variados temas - atuando como gente comum. Desde então se criou um conhecido casal: El Catrín e La Catrina.

 
 

● Diego Rivera
A título de curiosidade seu nome completo era: Diego Maria da Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Riviera y Barrientos Acosta y Rodríguez. Ufa!
Nasceu em Guanajuato em 8 de decembro de 1886 e La Catrina o levou na Cidade do México em 24 de novembro de 1957. Foi um importante muralista mexicano de ideologia comunista, é o criador de diversos murais em distintos pontos de centros históricos de cidades do México e dos E.U.A como: São Francisco, Detroit e Nova York. Para quem não sabe, era casado com Frida Kahlo.


"Uma tarde dominical na Alameda Central"
Olha a Frida do lado da Catrina.
 
O mesmo mural representado em uma rua de Guadalajara

●  Bertha Sandoval Romero
Desde 1980 "La Catrina Mexicana" é representada ao vivo pela pintora e restauradora de arte. Ela se apresentam em praças, mercados, escolas e todos os lugares onde é convidada a festejar os mortos e também costuma inaugurar as oferendas que as pessoas levam em sua homenagem. Bertha se inspira no mural "Uma tarde dominical na Alameda Central" do mestre Diego Rivera e usa roupas que remetem a moda da época, com os vestígios da cultura pré-colombiana.
 

 

Fonte: http://lacatrinamexicana.mex.tl

Obrigada pela visita!

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