Día de los muertos em Monterrey

Ontem, 02 de novembro, bateu a saudades e fiquei nostálgica do tempo em que vivia no México. Por aqui celebramos o dia dos finados e por lá o día de los muertos, uma importante celebração da morte e da vida que dura trê dias, de 31 de outubro à 02 de novembro. Escrevi mais sobre isso aqui e sobre a Catrina, símbolo da comemoração aqui.

No dia 01 de novembro de 2014 fui visitar um cemitério em Monterrey, Panteón de Dolores. Esperava ver um pouco mais sobre a manifestação dessa peculiar característica da cultura mexicana. Gravei um vídeo, mas adivinhem? Ainda não editei. Quem sabe para o próximo ano libero hehehe. Todo caso separei algumas fotos que foram publicadas no meu Instagram.

Em Monterrey não se vê muito dessa comemoração, não tanto quanto se encontra no centro do país, em cidades como Puebla, San Andrés Mixquic próximo a Cidade do México e mais ao sul, em  Oxaca. Infelizmente não consegui viajar à um desses lugares quando morei por lá, mas quem sabe um dia surge uma segunda oportunidade. Nesses lugares há desfiles de dia e de noite, gente vestida de Catrina por todos os lados, e os cemitérios ficam lindamente decorados com os altares e oferendas. 



Tenho tanta foto bacana daquele tempo que por algum motivo, não sei qual, acabei não postando nem no face nem no insta. Por isso prometo novas sequências da séries "Recuerdos de Mexico".
Até a próxima pessoal.

Tô sumida

Os dias passaram, quando vi se tornaram semanas e meses! Pisquei o olho e lá se foram três meses. Logo quando pensei que estava entrando em uma rotina, que estava finalmente conseguindo me (re) organizar. Ledo engano. A vida de dona de casa com filhos tem dessas pegadinhas. Quando as coisas parecem fluir, entrar em sintonia e ordem vem a vida, a rotina, os filhos e muda tudo de novo.

Me gabei por ter um bebê que dormia a "noite toda" - das 21.30 às 5h - e sabe o que aconteceu? Ele começou a acordar muitas e muitas vezes. Dentes, pesadelos, gripes e resfriados. Resultado? Eu, cansada, com sono, sem blog, sem tempo, sem livros e etc...

Nessa minha curta experiência com a maternidade chego a conclusão de que tudo são fases. E já escrevi sobre elas aqui óh. Boas, tranquilas, desafiadoras e outras não tão boas e tranquilas assim. Fases que te viram do avesso e quando tu aprende a lidar com elas, adivinha? Muda tudo outra vez (risos e gargalhadas). Essa é a graça da maternidade/paternidade. É a graça da vida. Você nunca sabe o que vem a seguir.

Durante esses meses off pensei muito nessa questão e no que eu deveria aprender com isso. Acredito que tudo serve de lição mas nem sempre estamos conectados para entender ou enxergar isso com clareza. E sabe qual foi o aprendizado? Que a ordem e a desordem fazem parte das nossas vidas. Precisamos aceitar isso e aprender a lidar com essas fases.

Muitas vezes a desordem e o caos externo é um reflexo do que acontece no nosso interior. Por sua vez, muitas vezes a desordem e o caos surgem para dar lugar a uma nova ideia, ponto de vista, olhar ou trazer a tona aspectos que precisam ser mudados, trabalhados ou aceitos. E talvez o mais difícil e importante, aceitar que muitas vezes não temos controle sobre determinadas situações, principalmente no que se refere a terceiros. É preciso aceitar, confiar e acredita que dias melhores virão. E eles hão de vir e se tudo der certo, farão de ti uma pessoa melhor. 


100 dias felizes

Já faz algum tempo que o tema "felicidade" despertou a minha curiosidade. Afinal, todos queremos ser mais felizes e nada mais natural do que estudar a fundo o que significa a felicidade e de que forma podemos potencializa-la na nossa rotina através de pequenas mudanças internas e externas.

Foi pesquisando sobre o assunto que encontrei o desafio #100happydays ou #100diasfelizes. O desafio já é antiguinho, surgiu em 2014 e para participar você deve tirar uma foto durante 100 dias de alguma coisa, situação ou momento que te faz feliz. Não importa o tema ou o aspecto da foto e sim o que imagem representa para você.

71% das pessoas que tentaram completar este desafio falharam, dando como principal razão a falta de tempo.

As pessoas que terminaram o desafio com sucesso disseram que:
– começaram a reparar no que as faz felizes no dia-a-dia;
– sentiram melhorias no humor todos os dias;
– passaram a receber mais elogios das outras pessoas;
– perceberam a sorte que têm em ter a vida que têm;
– tornaram-se mais otimistas;
– apaixonaram-se durante o desafio.

Terminei o meu desafio há duas semanas, confesso que pulei alguns dias porque às vezes me esquecia de postar a foto apesar de tê-la tirado e houve alguns momentos de deprê também. Mesmo assim segui adiante no desafio e fiquei muito feliz por começar e também por terminar. Durante esses longos 100 dias pude exercitar a gratidão e até mesmo o "estar presente" de forma presente e consciente. Movimentei o meu Instagram, ganhei novos seguidores e me senti motivada a melhor o aspecto visual das minha fotos. Especialmente por tentar capturar a essência da felicidade do momento registrado. A fotografia era um hobby pra mim até os meus filhos nascerem, hoje não tenho muito tempo para fotografar mas foi legal usar de uma melhor maneira essa rede social.

E o mais importante desses 100 dias felizes é que sinto que me tornei mais feliz durante e depois do desafio. Acredito que devido ao exercício de prestar atenção aos pequenos detalhes e pequenas bênçãos da nossa rotina. Com certeza aconselho você a tentar ser feliz durante 100 dias. Agora que ele chegou ao fim me sinto um pouco órfã, estou pensando em novas formas de me desafiar a ser feliz no meu dia-a-dia

Até mais pessoal e se quiser me segue no Instagram também --> @letykirch

Cinco dicas de como ser uma parisiense

Olá pessoal, na semana passada fiz um post sobre o livros que li até o momento e sobre a minha meta de leitura para esse ano. Um dos livros que li em janeiro foi "Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo" de Anne Berest, Audrey Diwan, Caroline de Maigret e Sophie Mas. Sou apaixonada pela cultura francesa e Paris está no meu Top Five Cidades que quero con hecer. Adoro a forma com que as francesas se vestem e aquele ar meio blasé que elas desfilam pelas ruas, sem falar nos filmes. Justamente por isso fiquei curiosa só de ver a capa do livro e ao final da leitura achei bacana destacar cinco dicas de como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo.

#Dica 05
O QUE NÃO ENTRA NO ARMÁRIO DE UMA PARISIENSE
Salto baixo. Por que estar por baixo quando se quer estar por cima?
Logotipo. Você não é um outdoor.
Náilon Poliéster. Viscose. Vinil. Deixam sua pele suada, pegajosa e brilhante. Ou seja, você não só fica fedendo, como isso se vê de longe.
Moletom. Nenhum homem deve testemunhar você de moletom. Fora o seu personal trainer. E olhe lá.
Calça jeans muito espalhafatosas, com rasgos ou bordados. Essa é a roupa perfeita - para Bollywood.
Botas fofonas, estilo Ugg. Não rola.
Blusas que mostram o umbigo. Porque você não tem mais quinze anos.
Bolsa de marca falsificada. É que nem implante de silicone. Não é assim que se supera um complexo.

#Dica 04
SEGREDOS DOS CAMPOS
As parisienses nunca esquecem as suas origens e por isso lançam mão de conselhos de beleza, de culinária e de cuidados com o lar que são passados de geração à geração. Segredos que são murmurados ao pé do ouvido e são o legado da família. Destaquei os mais interessantes:
Não se joga o pó de café no lixo. E sim na pia. Ele limpa a gordura do encanamento e acaba com os maus cheiros. Essa dica já havia lido em algum lugar e venho praticando há algum tempo já.
Uma pedra-pomes no banho, para lixar os pés uma vez por semana, no mínimo. Eles ficarão sempre macios.
Uma vez por semana, escove os dentes com bicarbonato de sódio. Efeito clareador garantido.
Depois de todo banho, passe água fria nos seios.

#Dica 03
ESNOBISMOS PARISIENSES
Jamais deseje bon appétit aos seus convidados (da mesma forma que nunca se deve passar o sal de mão em mão)
Saia de uma festa no momento mais badalado (até das que você mesma organizou)
Combine preto com azul-marinho (e rosa com vermelho, como Yves Saint Laurent).
Quando conhecer alguém, não diga "prazer", mas "encantada" (nunca sabemos o que o futuro nos reserva).
Não abrevie as palavras nas suas mensagens e os emoticons devem ser reservados para os amigos mais próximos.
Recuse-se a estar na moda (já que é a moda que segue você)
Nunca perca o controle (mas tenha um passado negro)
Seja amiga de diferente gerações (mais novas, mais velhos, mas principalmente mais velhos).

#Dica 02
FILHOS: O QUE ELA NUNCA CONFESSA
Ela sempre usa doenças imaginárias dos filhos para escapar de jantares entediantes. Depois, sente-se culpada, com medo que algum Deus se vingue das suas mentiras fazendo seu bebê ficar doente.
Ela deixa os filhos dormirem na sua cama, de vez em quando, principalmente porque isso é proibido por todos os livros sobre criação de filhos e ela adora ser do contra.
Ela ganha tempo para terminar a conversa que está tendo ao telefone com a melhor amiga dando balas para os filhos.
Ela é capaz de passar horas inventando mundos imaginários com seus filhos, onde ela mesma adoraria morar para sempre, caso não tivesse que voltar às vezes a ser adulta e ganhar a vida.

#Dica 01 
MÃE IMPERFEITA
Seu filho não é um rei, e sim um satélite da sua vida. Ao mesmo tempo, ele é onipresente, pois o satélite vai aonde a mãe for e compartilha com ela todos os seus momentos preciosos. Ele pode acompanhá-la nos almoços, nas compras, ir parar em um show ou em um vernissage, cair no sono em um banquinho, sob o olhar meio carinhoso e meio culpado da mãe. Mas a criança também vai à escola, ao parque, faz aula de tênis, ginástica olímpica ou curso de inglês. Às vezes faz tudo isso. Esses momentos compartilhados, momentos de cumplicidade normalmente proibidos, tornam-se exceções regulares, deliciosas escapadas que bagunçarão um pouquinho a rotina da criança. Mas, verdade seja dita, no fundo isso não incomoda ninguém. No futuro, eles guardarão flashes de memória, pedaços de conversas, ouvidos de relance, vestígios do mundo adulto que puderam brevemente conhecer, moldando uma imagem alegre do que o futuro lhes reserva. Esse amor à vida é, para a parisiense, a melhor forma de fazer com que as crianças queiram tornar-se adultas. E a melhor maneira para as mães nunca lamentarem as coisas que teriam perdido enquanto cuidavam dos filhos.
"Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo" é um livro leve e divertido, com um toque de humor negro e sinceridade, é um ótimo livro para entreter. O mais interessante dessa leitura é imaginar as situações e personagens citados no livro, parece que fomos transportados para a atmosfera de uma vida parisiense.

“Perder duas horas por dia se arrumando enquanto você poderia estar lendo um livro é algo que não pega bem por aqui. Por isso, a mulher francesa nunca vai aparecer ultra maquiada e super arrumada, mesmo que ela não tenha lido livro algum nessas suas horas”

Ao final, as autoras dão dicas de filmes e lugares para conhecer em Paris. Há também algumas dicas de jogos e receitas clássicas da culinária francesa, inclusive a de um crepe francês que ainda quero testar. O livro pode ser uma boa ideia para presentear aquela amiga que assim como eu sonha em um dia ir à Paris.