100 dias felizes

Já faz algum tempo que o tema "felicidade" despertou a minha curiosidade. Afinal, todos queremos ser mais felizes e nada mais natural do que estudar a fundo o que significa a felicidade e de que forma podemos potencializa-la na nossa rotina através de pequenas mudanças internas e externas.

Foi pesquisando sobre o assunto que encontrei o desafio #100happydays ou #100diasfelizes. O desafio já é antiguinho, surgiu em 2014 e para participar você deve tirar uma foto durante 100 dias de alguma coisa, situação ou momento que te faz feliz. Não importa o tema ou o aspecto da foto e sim o que imagem representa para você.

71% das pessoas que tentaram completar este desafio falharam, dando como principal razão a falta de tempo.

As pessoas que terminaram o desafio com sucesso disseram que:
– começaram a reparar no que as faz felizes no dia-a-dia;
– sentiram melhorias no humor todos os dias;
– passaram a receber mais elogios das outras pessoas;
– perceberam a sorte que têm em ter a vida que têm;
– tornaram-se mais otimistas;
– apaixonaram-se durante o desafio.

Terminei o meu desafio há duas semanas, confesso que pulei alguns dias porque às vezes me esquecia de postar a foto apesar de tê-la tirado e houve alguns momentos de deprê também. Mesmo assim segui adiante no desafio e fiquei muito feliz por começar e também por terminar. Durante esses longos 100 dias pude exercitar a gratidão e até mesmo o "estar presente" de forma presente e consciente. Movimentei o meu Instagram, ganhei novos seguidores e me senti motivada a melhor o aspecto visual das minha fotos. Especialmente por tentar capturar a essência da felicidade do momento registrado. A fotografia era um hobby pra mim até os meus filhos nascerem, hoje não tenho muito tempo para fotografar mas foi legal usar de uma melhor maneira essa rede social.

E o mais importante desses 100 dias felizes é que sinto que me tornei mais feliz durante e depois do desafio. Acredito que devido ao exercício de prestar atenção aos pequenos detalhes e pequenas bênçãos da nossa rotina. Com certeza aconselho você a tentar ser feliz durante 100 dias. Agora que ele chegou ao fim me sinto um pouco órfã, estou pensando em novas formas de me desafiar a ser feliz no meu dia-a-dia

Até mais pessoal e se quiser me segue no Instagram também --> @letykirch

Cinco dicas de como ser uma parisiense

Olá pessoal, na semana passada fiz um post sobre o livros que li até o momento e sobre a minha meta de leitura para esse ano. Um dos livros que li em janeiro foi "Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo" de Anne Berest, Audrey Diwan, Caroline de Maigret e Sophie Mas. Sou apaixonada pela cultura francesa e Paris está no meu Top Five Cidades que quero con hecer. Adoro a forma com que as francesas se vestem e aquele ar meio blasé que elas desfilam pelas ruas, sem falar nos filmes. Justamente por isso fiquei curiosa só de ver a capa do livro e ao final da leitura achei bacana destacar cinco dicas de como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo.

#Dica 05
O QUE NÃO ENTRA NO ARMÁRIO DE UMA PARISIENSE
Salto baixo. Por que estar por baixo quando se quer estar por cima?
Logotipo. Você não é um outdoor.
Náilon Poliéster. Viscose. Vinil. Deixam sua pele suada, pegajosa e brilhante. Ou seja, você não só fica fedendo, como isso se vê de longe.
Moletom. Nenhum homem deve testemunhar você de moletom. Fora o seu personal trainer. E olhe lá.
Calça jeans muito espalhafatosas, com rasgos ou bordados. Essa é a roupa perfeita - para Bollywood.
Botas fofonas, estilo Ugg. Não rola.
Blusas que mostram o umbigo. Porque você não tem mais quinze anos.
Bolsa de marca falsificada. É que nem implante de silicone. Não é assim que se supera um complexo.

#Dica 04
SEGREDOS DOS CAMPOS
As parisienses nunca esquecem as suas origens e por isso lançam mão de conselhos de beleza, de culinária e de cuidados com o lar que são passados de geração à geração. Segredos que são murmurados ao pé do ouvido e são o legado da família. Destaquei os mais interessantes:
Não se joga o pó de café no lixo. E sim na pia. Ele limpa a gordura do encanamento e acaba com os maus cheiros. Essa dica já havia lido em algum lugar e venho praticando há algum tempo já.
Uma pedra-pomes no banho, para lixar os pés uma vez por semana, no mínimo. Eles ficarão sempre macios.
Uma vez por semana, escove os dentes com bicarbonato de sódio. Efeito clareador garantido.
Depois de todo banho, passe água fria nos seios.

#Dica 03
ESNOBISMOS PARISIENSES
Jamais deseje bon appétit aos seus convidados (da mesma forma que nunca se deve passar o sal de mão em mão)
Saia de uma festa no momento mais badalado (até das que você mesma organizou)
Combine preto com azul-marinho (e rosa com vermelho, como Yves Saint Laurent).
Quando conhecer alguém, não diga "prazer", mas "encantada" (nunca sabemos o que o futuro nos reserva).
Não abrevie as palavras nas suas mensagens e os emoticons devem ser reservados para os amigos mais próximos.
Recuse-se a estar na moda (já que é a moda que segue você)
Nunca perca o controle (mas tenha um passado negro)
Seja amiga de diferente gerações (mais novas, mais velhos, mas principalmente mais velhos).

#Dica 02
FILHOS: O QUE ELA NUNCA CONFESSA
Ela sempre usa doenças imaginárias dos filhos para escapar de jantares entediantes. Depois, sente-se culpada, com medo que algum Deus se vingue das suas mentiras fazendo seu bebê ficar doente.
Ela deixa os filhos dormirem na sua cama, de vez em quando, principalmente porque isso é proibido por todos os livros sobre criação de filhos e ela adora ser do contra.
Ela ganha tempo para terminar a conversa que está tendo ao telefone com a melhor amiga dando balas para os filhos.
Ela é capaz de passar horas inventando mundos imaginários com seus filhos, onde ela mesma adoraria morar para sempre, caso não tivesse que voltar às vezes a ser adulta e ganhar a vida.

#Dica 01 
MÃE IMPERFEITA
Seu filho não é um rei, e sim um satélite da sua vida. Ao mesmo tempo, ele é onipresente, pois o satélite vai aonde a mãe for e compartilha com ela todos os seus momentos preciosos. Ele pode acompanhá-la nos almoços, nas compras, ir parar em um show ou em um vernissage, cair no sono em um banquinho, sob o olhar meio carinhoso e meio culpado da mãe. Mas a criança também vai à escola, ao parque, faz aula de tênis, ginástica olímpica ou curso de inglês. Às vezes faz tudo isso. Esses momentos compartilhados, momentos de cumplicidade normalmente proibidos, tornam-se exceções regulares, deliciosas escapadas que bagunçarão um pouquinho a rotina da criança. Mas, verdade seja dita, no fundo isso não incomoda ninguém. No futuro, eles guardarão flashes de memória, pedaços de conversas, ouvidos de relance, vestígios do mundo adulto que puderam brevemente conhecer, moldando uma imagem alegre do que o futuro lhes reserva. Esse amor à vida é, para a parisiense, a melhor forma de fazer com que as crianças queiram tornar-se adultas. E a melhor maneira para as mães nunca lamentarem as coisas que teriam perdido enquanto cuidavam dos filhos.
"Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo" é um livro leve e divertido, com um toque de humor negro e sinceridade, é um ótimo livro para entreter. O mais interessante dessa leitura é imaginar as situações e personagens citados no livro, parece que fomos transportados para a atmosfera de uma vida parisiense.

“Perder duas horas por dia se arrumando enquanto você poderia estar lendo um livro é algo que não pega bem por aqui. Por isso, a mulher francesa nunca vai aparecer ultra maquiada e super arrumada, mesmo que ela não tenha lido livro algum nessas suas horas”

Ao final, as autoras dão dicas de filmes e lugares para conhecer em Paris. Há também algumas dicas de jogos e receitas clássicas da culinária francesa, inclusive a de um crepe francês que ainda quero testar. O livro pode ser uma boa ideia para presentear aquela amiga que assim como eu sonha em um dia ir à Paris.

 

Receita de creme de cenoura

Durante boa parte da minha vida eu só gostei de três tipos de sopa: legumes, feijão e agnoline ou capeleti, uma sopa típica da região da Serra Gaúcha onde moro. Fora essas três, não sentia nenhuma atração por outros tipos de sopas também conhecidas por creme. No México crema. Isso mudou no dia que meu primeiro filho nasceu. As idas e vindas ao hospital me proporcionaram momentos interessantes.

Ao contrário dos hospitais da minha atual cidade - Caxias do Sul - que oferece uma lanchonete com frituras e porcarias para os visitantes e colaboradores o hospital CIMA de Monterrey têm um restaurante onde todos fazem as suas refeições, inclusive aqueles internados no hospital, se o médico liberar. Aquela estadia no CIMA mudou o meu conceito de "comida de hospital". Para ter noção no dia seguinte, eu recém parida com soro na veia, estava comendo um hambúrguer delicioso no conforto do meu quarto. Isso foi demais.

Voltando ao assunto da sopa, para facilitar a minha vida, geralmente almoçava no hospital e sempre tinha alguma opção de creme para o almoço. Foi lá que me encantei pelo creme de cenoura e pelo de milho. Espetaculares. Só de lembrar dá água na boca. É claro que depois corri para a cozinha para aprender a fazer uma sopa que chegasse aos pés daquela que havia provado. 

Essa semana depois de um bom tempo, decidi fazer essa receita e compartilha-la com vocês. Já que o clima por aqui esfriou, uma sopa veio bem a calhar. Até o Ben aprovou, então vamos à receita.

Ingredientes

01 cebola
02 batatas
03 cenouras grandes
03 colheres de requeijão cremoso ou nata
01 colher de chá de manteiga
Sal e Pimenta do reino à gosto
Azeite de oliva

Refogue a cebola com um fio de azeite de oliva e com a manteiga. Adicione as batatas e as cenouras cortadas em cubos grandes. Acrescente uma boa quantidade de água com sal e deixe cozinhar. Quando elas estiverem moles escorra os ingredientes mas guarde o caldo para depois.

Leve ao liquidificador a cenoura, a batata e a cebola e triture. Coloque um pouco de caldo no liquidificador para ajudar a triturar tudo. Ela deve ficar uma mistura cremosa. Leve o creme novamente para a panela e acrescente o requeijão ou a nata e deixe ferver novamente. Teste o sal e acrescente a pimenta do reino.

Se preferir tu pode adicionar uns pedacinhos de queijo gorgonzola para dar um gostinho especial. Mecha até derreter o queijo e "listo" está pronto o creme de cenoura. Sirva com umas torradinhas e "buen provecho".

 Até a próxima pessoal.


Eu aceito o desafio da maternidade

Sei que o dia das mães já passou, mas há muito venho pensando no que representa o verdadeiro desafio da maternidade. Há alguns meses houve uma polêmica envolvendo um tal desafio no Facebook, onde as mães deviam postar fotos lindas com os seus filhos dizendo o quanto amavam ser mãe. Muitas pessoas, especialmente mães, discordaram e publicaram fotos onde mostravam o descontentamento com a maternidade, inclusive dizendo que amavam os seus filhos mas odiavam ser mãe. Antes de mais nada quero dizer que super entendo as mulheres que não gostam da responsabilidade que implica o papel de mãe.

Quando me tornei mãe pela primeira vez, fui pega de surpresa em diversos aspectos. Como era difícil estar com um bebê 24 horas do dia em casa. Ainda mais um que nasceu prematuro e passou quase três meses no hospital! Era muita pressão. Sentimentos confusos e conflitantes. Não fui preparada para ser mãe e ninguém me contou o quanto era desafiador abdicar de si e se doar para o outro. Não conseguia descobrir porque o meu bebê chorava ou porquê ele era diferente daqueles encontrados nos manuais sobre bebês que lia.

O puerpério, aqueles dois meses após o nascimento do bebê, foi complicado. Por que ninguém nunca me contou o lado B da maternidade? Hoje, depois de dois anos eu descobri. A gente simplesmente esquece. A felicidade e o amor passam a ser maiores do que as noites sem dormir. A natureza é sábia. Caso contrário quase ninguém teria a coragem de passar por isso tudo de novo e ter mais filhos. A sobrevivência da espécie estaria em perigo.

O fato é que quando fechei os livros e parei de tentar descobrir o que havia de errado comigo, eu relaxei. E só então consegui me entregar de corpo e alma a maternagem. A partir de então deixei de racionalizar tanto e passei a simplesmente senti-la. Os conflitos iniciais - por que a cada nova fase um novo conflito começa e isso não é ruim - foram passando juntamente com os choros. Os sorrisos surgiram. Dar o meu melhor e viver um dia de cada vez eram as únicas coisas que eu podia fazer. Quando aceitei o desafio de ser mãe com o ônus e o bônus, as coisas passaram a ser mais simples. Aprendi a linguagem do meu bebê e entrei em sintonia com ele. A nossa fusão foi crescendo na medida em que o amor aflorava. Então passei a amar a maternidade.
 
Quando aceitei que a maternidade me mudou e me transformou em outra pessoa a qual até o presente momento estou tentando descobrir quem é, fiquei em paz comigo e com os outros. Quando aceitei que essa é uma fase e que vai passar eu pude vive-la em sua maior plenitude. Quando aceitei que a minha vida nunca mais seria a mesma eu passei a amar a vida que tenho hoje. Porque a vida é uma caixinha de surpresas e ela pode mudar a qualquer momento, para melhor ou para pior. É claro que sempre tenho o pensamento positivo de que será para melhor. Parece papo de louco mas veja bem, a sua vida nunca mais será como ela é hoje porque simplesmente as pessoas, as situações e os desafios mudam, o tempo todo.

Quando aceitei a responsabilidade que implica educar e cuidar de um ser humano eu passei a rever hábitos, valores e a me colocar mais no lugar do outro. Quando aceitei o desafio da maternidade, me entreguei e me tornei mãe com tudo o que essa minúscula e intensa palavra significa. Então eu passei a esquecer o mundo lá fora e passei a olhar o mundo aqui dentro de mim, da minha casa e da minha vida. Na real é tudo uma questão de ponto de vista. Tirar o foco das coisas negativas, apreciar as positivas e os presentes que vida te dá. Eu aceito o desafio da maternidade todos os dias e sou feliz por isso.